Scan to BIM não é CAD to BIM!

Hoje contamos brevemente nossa experiência Scan to BIM para a digitalização de ativos:

Durante os últimos 2-3 anos #digitalizamos mediante escâner laser e nuvens de pontos mais de 500.000 m² de edifícios industriais, logísticos, centros comerciais #retail e patrimônios históricos, trabalhando indistintamente com FARO Technologies e Leica Geosystems part of Hexagon e seus #softwares: #scene, #register360.

Esta ampla experiência nos proporcionou uma capacidade de execução única e, o que aprendemos é que estes processos de escaneamento e sua posterior #modelagemBIM requerem uma preparação e um estudo do #projeto muito mais amplos e complexos que qualquer outro, assim como uma equipe de pessoas comprometida e muito diversa em funções/aptidões.

O objetivo final é o modelo digital BIM do edifício com suas condições atuais, mas o processo deve ser considerado completamente para aumentar o valor de todas as fases da atuação, economizando tempos e eliminando erros, e que isto repercuta no cliente.

Nuvens de pontos de mais de 3.500 posicionamentos (em cor) ou modelos de mais de 300.000 m² fazem você repensar uma série de questões. Como resultado, as resumimos em 10 notas a ter em conta para quando vocês tiverem que fazê-las:

  • Faltam conhecimentos em PRL (a tomada de dados em campo é um trabalho físico e deve-se estar muito atento). É preciso estar em forma porque você fará alguns km por dia com o escâner! ;-)

  • Você deve estudar o funcionamento do lugar a escanear (horários de máximo/mínimo ruído, zonas de trabalho com maquinaria, zonas de passagem de pessoas...).

  • Conhecer as situações/zonas especiais: Salas de máquinas, zonas de frio industrial, salas de caldeiras, salas de risco elétrico, etc. E os EPIs necessários assim como os condicionantes do uso do próprio aparelho eletrônico nestas zonas.

  • Hardware: Usar Faro, Leica, Drone... cada um tem suas possibilidades e técnicas. A informação que devolve é totalmente diferente e você precisará saber de todos... Ah, por sinal, você precisará de muito bons equipamentos no escritório para processar toda a informação captada.

  • Software e aplicações: Pode acabar em Recap (software para nuvens de pontos), mas o potencial não está aí... lembre-se que pode ter arquivos muito pesados.

  • Programação: Você vai precisar quando o projeto/processo se complica... e acredite, ele se complica.

  • Logística. Deslocar uma equipe de pessoas com todos os PCs e escâneres a um lugar ou outro durante vários dias/semanas requer planejamento e previsão.

  • Processos. Definir um fluxo de trabalho ágil que toda a equipe compreenda e realize diariamente com o escâner, conseguirá não deixar zonas sem escanear. Tomar cada dia ao final da jornada para registrar as zonas realizadas e os problemas ou inconvenientes ocorridos.

  • Entregáveis. Definir os entregáveis não é apenas definir o formato. Você precisará saber a infraestrutura que tem o cliente e que usará posteriormente. Também como os usos BIM posteriores e como serão utilizados. Já pensou em como vai compartilhar os 100 gigas das nuvens de pontos?

  • Colabore. Em projetos desta envergadura e tamanho você precisará apoio do cliente. E, como não dá para saber tudo, de outros provedores de serviços ou empresas especializadas em cada âmbito.

Conclusão:

Modelar tomando como referência uma nuvem de pontos é um processo que pode acabar sendo mais lento que modelar a partir de CAD. Mas os benefícios são óbvios, já que se tem uma fonte de informação atualizada e real, com máximo detalhe.

Nestes anos vimos como o setor #AECO aprendeu e melhorou neste âmbito e já é capaz de diferenciar e valorizar uma boa tomada de dados e um bom registro assim como a modelagem e a coordenação para o uso dos modelos BIM, é um primeiro passo na digitalização do mesmo e esperamos estar nos seguintes...

Se você precisa de #scantoBIM para ter seu edifício digitalizado e não quer jogar dinheiro fora em nuvens de pontos sem cor, sem coordenadas ou com zonas de sombras: contate-nos em info@atbim.es!