O futuro da visualização na web é Open Source?
Em um mercado dominado pelo Forge e pelos serviços da Autodesk, a biblioteca IFC.js, construída sobre o padrão IFC e o motor Three.js, está se posicionando como uma alternativa muito interessante na hora de criar aplicações para a visualização e consulta de dados arquitetônicos na web.
Apesar de atualmente carecer do nível de acabamento e integração que oferece o Forge (Há que ter em conta que é um projeto "jovem" e com uma equipe reduzida) e depender da adoção do formato IFC, evolui em bom ritmo e está conseguindo atrair a atenção do setor com seu potencial.
Alguns de seus pontos fortes são:
É relativamente simples de implementar…
Um visualizador simples pode estar funcionando em 20 minutos com conhecimentos básicos de HTML e Javascript usando a camada "web-ifc-viewer".
É muito versátil…
Podemos construir "por cima" com um framework de javascript como React, Vue ou Angular… ou "por baixo" acessando a camada de gestão da geometria ou otimizando os processos até velocidades próximas ao código compilado com WebAssembly.
E é Open Source…
Portanto vamos poder implementar nosso app como mais nos convenha, modificar o código, gerenciar os dados e a carga de modelos de onde decidamos, proteger-nos das mudanças bruscas que às vezes ocorrem quando dependemos de soluções proprietárias...
Na atBIM não pensamos duas vezes e já começamos a desenvolver nosso visualizador IFC usando componentes desta biblioteca. Na web, os resultados são muito promissores.

Com umas 15 linhas de código já podemos ver modelos 3D carregados localmente.
A implementação de certas funções nos custou alguma investigação, mas uma vez que se descobre "para onde chamar" não costumam requerer uma lógica muito extensa.
Por exemplo com apenas duas linhas podemos reiniciar o ponto de vista:
viewer.context.ifcCamera.cameraControls.setLookAt(#,#,#,#,#,#,true);
viewer.context.fitToFrame();

Ou ativar e desativar os planos de corte com apenas uma linha:
viewer.clipper.toggle();

O formato IFC faz com que o acesso e a organização dos dados não requeiram sistemas muito complexos, mas a extensão da informação presente nos modelos mais "pesados" necessita estruturas que a apresentem com clareza.


A carga de modelos está implementada para local, url pública ou Dropbox (esta última requer a criação de um app no serviço de developers do Dropbox).

Na atBIM é uma prioridade que seja compatível com Google Drive e os serviços de Azure então já estamos trabalhando em sua integração.

Estes são apenas alguns exemplos do que estamos criando com IFC.js, estamos entusiasmados com as possibilidades e não paramos de descobrir novas. Logo tornaremos pública nossa aplicação e esperamos que a testem.
Nós nos juntamos ao trem do IFC.js. E você?
Se tens alguma consulta, não hesites em entrar em contato conosco: info@atbim.es