Escaneamento a Laser de Grandes Complexos Industriais, Parte 1
1- “Scan to BIM: Além do Trabalho em Equipe”
O desafio consistiu em escanear um centro logístico do tamanho de 15 campos de futebol no menor tempo possível.
Sim, você leu corretamente: foram mais de 100.000 m² em 20 dias... uma grande mobilização de recursos para oferecer uma solução completa ao nosso cliente: uma captura massiva de dados para desenvolver o gêmeo digital do edifício. E para quê? Para obter uma representação precisa do estado atual do edifício e economizar tempo e dinheiro.


Vamos começar pelo início: nosso scanner a laser 3D é um Faro M70, que captura pontos coloridos em um raio de 70 metros em apenas alguns minutos.
Além disso, realiza fotografias digitais em 360º do edifício em cada posição de escaneamento. A nuvem de pontos 3D resultante é um conjunto de milhões de coordenadas (x,y,z), posicionadas no espaço e em escala real, que representam a realidade de forma fiel e precisa.
Planejamento e estratégia:
Um edifício industrial dessa dimensão, em pleno funcionamento, exige um planejamento prévio muito detalhado e uma equipe de operadores experientes na captura e no processamento de dados. A equipe responsável pela captura dos dados e pelo posterior registro das informações foi composta por 6 técnicos BIM. Para se ter uma ideia, cada um deles caminhava entre 5 e 7 km por dia pelo complexo industrial.
A estratégia de escaneamento e o estudo do projeto foram realizados durante o mês anterior à captura dos dados, incorporando sessões de trabalho que simulavam condições reais. Para cumprir o exigente planejamento, que nos obrigava a realizar mais de 100 escaneamentos por dia, realizamos uma pull session. Estas são algumas das conclusões que obtivemos e que compartilhamos aqui:

- Revisar diariamente os princípios de segurança e saúde: o edifício permanece em funcionamento.
- Ter plantas disponíveis como esboço para identificar as posições em campo.
- Estabelecer um padrão de nomenclatura de arquivos: o controle e a verificação de cada um dos escaneamentos em campo são essenciais para a gestão das informações que estamos gerando.
- Criar previamente os perfis do scanner, devidamente configurados e preparados para o trabalho de campo.
- Esferas: (A CHAVE): Esferas impressas em nossa impressora 3D com diferentes tipos de fixação (ventosas, ímãs e bases). Falaremos mais sobre elas na segunda parte desta série.
- Disponibilizar os recursos necessários: 6 computadores, 2 scanners, 1 drone...
- Trabalhar realmente em equipe.
Conclusão:
Capturar grandes quantidades de dados de maneira ágil e rápida faz sentido se, posteriormente, pudermos utilizar esses dados para um uso ou objetivo mais aprofundado. Quando trabalhamos com mais de 100.000 m², obter uma nuvem de pontos com o equilíbrio ideal entre tamanho e nível de detalhe é fundamental: sem exagerar, mas também sem ficar aquém do necessário.
Divida o projeto em partes e planeje-o com uma estratégia inicial que padronize o trabalho em equipe. Grande parte do sucesso do projeto vem dessa abordagem.
Nos próximos posts, contaremos mais sobre nossa experiência com “Scan to BIM”, incluindo as esferas, técnicas para o processamento de grandes nuvens de pontos, softwares de processamento e muito mais.
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